Somos identicas, somos opostos, somos. Amadureci contigo mais do que com qualquer outra pessoa, por não termos obrigação de nos darmos bem, mas nos obrigarmos a isso. Aprendi contigo a ter paciência, a me silenciar quando necessário, ou quando não, a insistir numa pergunta que quem sabe lhe fará bem responder, mas que nunca adimitirias. Aprendi a ignorar (coisa que é difícil pra mim. Ou era.), a dar o braço a torcer (nesse tema sou phd), a fazer rir, ou pelo menos te fazer rir (isso não é mérito). E além de tudo aprendi que não há necessidade de uma grande piada pra doer o abdomen por tantas risadas. Não lembro de metade das histórias que me fizeram chorar de rir contigo, mas sei que valeram à pena. Já vivemos muita coisa junto: Do estresse do trabalho à mordomia da falsa vida universitária. Das noites de bebedeiras e danças à ressaca física e moral no dia seguinte, seguintes. Sinto-me a mais bela das mulheres e a mais talentosa das artistas com teus elogios. Amo-os!
Pretendo te fazer bem tanto quanto me fazes. Assim como aprendi e sei que vou aprender muito mais contigo, espero ensinar também. E até acho que estou conseguindo. Ou talvez só consegui plantar a sementinha e tu mesma estás aprendendo consigo.
Perco-me ao falar de ti. São tantos anos! Tantos meses, tantos dias, tantas horas, e quantos minutos! Somos como imãs, postos de um jeito se repulsam, mas quando unidos, dificilmente semparam-se. Digo dificilmente, pois já tivemos nossa época repulsiva. Foi apenas uma fase. (Deve-se enfatizar o uso do verbo "ser" da frase anterior no pretérito perfeito.) Pois que fique no pretérito! E usemos o futuro para união de muitas mais histórias e estórias. É difícil te descrever sem parecer homossexual. Tanto faz. Amo-te. Amo-nos. E fodam-se as aparências.
Tu és incomparável. És linda. És tu. (L)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Surdina
Pela calada, sem barulho. Como sempre foi feito. Um toque, um sentido, uma carícia, um arrepio, um suspiro, um desejo, um beijo, dois beijos, três, quatro, cinco. Infinitos. Infinitas mãos. Infinitos pêlos. Cabelos. Perdem-se, caem, entram. Puxa. Pra perto. Mais. E mais. Pescoço, lábios, próximos. Sentido, gemido. Prazer. Eu, tu, ele, eles. Nós! Grudados, molhados, inundados. Chega! Estou exausta! Pois que seja pela ação..
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Achado
Eu acho que te amo. Eu acho que não quero mais ter “novas experiências”.
Acho que ficar do teu lado me faz mais feliz.
Acho que sei e sinto que és a pessoa mais incrível para estar ao meu lado.
Acho que tu és a pessoa mais importante para este trabalho.
Acho que me dói pensar que possamos nos separar.
E dói pensar que podes não me querer mais.
Morro de medo de tua cegueira passar.
Acho que dói demais pensar que eu possa querer que nos separemos.
Acho que isso nunca acontecerá. E odeio achar isso.
Eu acho que te odeio. Eu acho que não quero mais ter “novas experiências”.
Acho que ficar do teu lado me faz mais feliz.
Acho que sei e sinto que és a pessoa mais incrível para estar ao meu lado.
Acho que tu és a pessoa mais importante para este trabalho.
Acho que me dói pensar que possamos nos separar.
E dói pensar que podes não me querer mais.
Morro de medo de tua cegueira passar.
Acho que dói demais pensar que eu possa querer que nos separemos.
Acho que isso nunca acontecerá. E odeio achar isso.
Acho que odeio saber que só sinto isso por ti.
Que se não fosse a tua “existência”, a tua presença na minha vida, eu não sentiria isso.
Não tão cedo. Acho que odeio sentir isso por ti. Acho que eu sinto demais.
Acho que não mereces o que sinto. Não mereces não porque “tu não és o cara certo”.
Não mereces porque o que sinto é demais. Acho que esse demais te faz mal.
Que podes viver sem isso. Sem isso’s. Acho que odeio sentir isso. Acho que machuca.
Mas cicatriza com um sorriso. Sorriso teu. Sorriso meu. Sorriso nosso. Risada nossa.
Acho que com risada desaparece. Acho que não queria sentir nada disso. Que são extremos demais.
Que pode, quem sabe, ser demais mesmo. Demais pra mim também. Mas ainda acho que não são.
Acho que nada mais normal uma pessoa extrema, sentir algo extremo. Acho que odeio sentir.
Odeio sentir que não vivo mais sem tua presença. Que penso em ti a todo instante.
Acho que odeio saber que és minha droga. Que quero sempre mais.
Acho que tua substância apossou-se do meu corpo inteiro.
Em principal minha mente. Acho que odeio mais que tudo saber que isso é bom.
Saber que quero continuar nesse vício.
Acho que não me dá vontade de sair porque não me destrói.
Muito pelo contrário. Acho que me constrói. Acho que é bom.
Acho que és a droga mais "alucinante" e mais "consciente" que existe.
Pro meu corpo. Acho que eu deveria usar a minha química pra te deixar viciado também.
Acho que nada mais justo que ficasses tão viciado em mim quanto eu em ti.
Acho que por mim. Pelo meu corpo e mente.
Viveria contigo pra sempre. Sei que odeio me entregar.
Acho que fazendo isso me entreguei demais.
Acho que fico vulnerável demais na tua presença.
Acho que não só física. Acho que definitivamente não só física.
Acho que principalmente química. Acho que tu e somente tu me deixas assim.
Acho que odeio sentir que toda a minha vulnerabilidade se volta pra ti...
Eu acho que odeio te amar. Acho que odeio saber que te amar me faz bem.
Eu acho que te odeio por me fazer te amar.
Eu acho que te amo.
Marina Massaneiro, 17 de fevereiro de 2009
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