Ah, não. Assim não. Não agora. Devo estar em outra órbita. Onde não haja esbarrões. Onde não haja chance de espera. Não por mim, não de mim. Nem pra mim. Logo agora. Quando quis, não pude. E queria, quero, quereria. Provável que seja uma piada do destino. O piadista mais sacana. Que me pos em outro sistema solar. Onde, pelo visto, ninguém aceita. Ninguém quer. Nem o que quero. Nem a mim mesma. E, depois, caso queiram. Caso realmente queiram. E corram para conseguir. Conseguir-me. Sem desgastar. Do jeitinho certo para mim. Para ele e nós. Já não quero mais.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Demasiado tarde
Quando me decido, perco-me. Parece que estou andando no sentido contrário. Como é possível uma repetição tão mesquinha? Talvez devesse ser assim por mais tempo. Não quero. Isso não. Cansei de esperar. Sou impulsiva, explosiva, imediata. Quero, porque quero, quando quero. Agora não. Não assim. Desse jeito desgasta. Só porque demorei não mereço mais? Quem sabe meu organismo demore a processar a informação. Do que desejo. Não posso simplesmente estragar algo que já existe, não sou assim. Parem de pensar que faço por mal. Só aconteceu e decidi não deixar passar. Mas parece que nem relutando dará certo. Que droga, não quero isso. Não assim. Mas e como? Estou perdida em mim mesma. Nada me agrada, nada me é conveniente. Nada me completa. E quando me decido, perco-me.
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